(autor Marcello L - 2006 - The Castle and the clouds)
Fico imaginando as enormes mudanças que ocorreriam se pudéssemos capturar algumas energias que nos cercam e não são utilizadas para produzir luz. Não digo apenas da energia hidro, nem da eólica, nuclear ou outra, mas das energias que ainda descobriremos, num futuro que talvez possa vir a ser.
Imagino capturar energia do olhar, da expressão e de todos os movimentos sincronizados do
ballet ou da performance do artista no palco de teatro. Quantas possibilidades teríamos se houvesse uma máquina que conseguisse produzir energia a partir das partículas de poeira, que atualmente servem apenas para cobrir móveis e livros em um tom acinzentado e pálido.
Penso em construir uma máquina dessas algum dia, porém enquanto isso, utilizo os sentidos, a capacidade criadora e o raciocínio lógico para perceber que tal energia existe, porém ainda não descobrimos um meio de armazená-la. Em alguma época perceberemos que o petróleo e as energias "sujas" causam calor, frio, os furacões e terremotos. O universo está todo interligado, como um processo fabril. Um espirro move milhões, talvez bilhões de elementos abaixo das escalas microscópicas e repercutem por anos, ou quem sabe pra sempre, no meio ambiente.
A história comprova que a má utilização dos recursos é punida de alguma forma. Infelizmente não voltamos nossas mentes para outras possibilidades. Possibilidades... palavra forte e coerente com nossa atual condição. Precisamos descobrir um meio de carregar as energias de um Ipod numa sala de cinema, sem a necessidade de uma tomada, apenas a partir das luzes emitidas pela projeção, dos sorrisos e dos beijos dos casais de namorados.
Esta é minha visão romantica do problema de energia que pode ter infinitas soluções, inclusive a extinção de diversas espécies e modificação dos contornos continentais...